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Terceiro Setor

Filantropia Terceiro Setor

Terceiro setor: os 10 requisitos para uma organização COMEÇAR bem

Por on 04/03/2020

Dia desses, tive uma boa conversa com a fundadora e gestora de uma organização do terceiro setor. Ela me pareceu estar trilhando uma bem sucedida trajetória, na área do…

Filantropia Terceiro Setor

Fundos Patrimoniais Filantrópicos: questões para debate

Por on 20/02/2020

Há exatamente uma semana, assisti no BNDES, aqui no Rio de Janeiro, ao evento do lançamento do livro  organizado pelo IDIS,  ´Fundos Patrimoniais Filantrópicos: sustentabilidade para causas e organizações`….

Filantropia Terceiro Setor

Terceiro setor: quais os ingredientes para uma organização sólida?

Por on 29/01/2020

Hoje fui visitar uma organização do terceiro setor que atua no Rio de Janeiro, no campo da educação para “crianças de 3 a 11 anos de idade, de famílias…

Filantropia Terceiro Setor

Por que uma iniciativa social não deslancha?

Por on 23/01/2020
Caso real sobre as dificuldades enfrentadas por um empreendedor social comunitário para iniciar o seu projeto social. Como fazer? O que evitar?
Filantropia Terceiro Setor

Riqueza e filantropia, de 1889 a 2019: o que mudou?

Por on 16/10/2019

Nos idos de 1889 Andrew Carnegie, que criou a siderurgia nos EUA e se transformou em um dos homens mais ricos do mundo de todos os tempos, escreveu o…

Negócios de impacto Terceiro Setor

ONG ou empresa de impacto? O caso do reforço escolar

Por on 16/07/2019

Paulo Batista, qual é o seu sonho?

Me chamou a atenção a entrevista de Paulo Batista (Valor, 28/06/2019), jovem advogado do mercado financeiro que, já aos 35 anos de idade,…

Terceiro Setor

Para onde vai o Terceiro Setor?

Por on 01/11/2018

Em tempo de mudança, como o que estamos vivendo atualmente no Brasil, vale muito parar e refletir sobre como anda o Terceiro Setor e como queremos que ele atue.
Como…

Dicas de textos (outros autores) Terceiro Setor

Lean startup em Organizações Sem Fins Lucrativos? (*)

Por on 14/08/2018

Muita gente acha que startup quer dizer empresa pequena, nova, e do setor de aplicativos. Porém, não é bem isso. E nem necessariamente precisa ser uma empresa. Eric Ries,…

Terceiro Setor

Mapa das OSCs: a organização deve mesmo entrar com os seus dados nesse Portal?

Por on 04/06/2018

Suponha que eu seja gestora de uma OSC (organização da sociedade civil) que atenda crianças e jovens em situação de vulnerabilidade de uma determinada comunidade. E que a organização…

Avaliação social Terceiro Setor

Marco lógico: valioso, mas é preciso superar as críticas

Por on 04/10/2017

Sou fã do uso do marco lógico em organizações do terceiro setor, para planejar e avaliar os seus projetos sociais. Vejo o marco lógico como um importante instrumento para explicitar e implementar a teoria da mudança que está associada a determinado projeto social. Quando o marco lógico é usado de modo correto, ele cumpre importante papel orientador para definir onde se está (as características do contexto social onde o projeto vai atuar), aonde se quer chegar (a teoria da mudança, ou a lógica de ação adotada pelo projeto), como o projeto está sendo conduzido (monitoramento), e se ele atingiu os resultados desejados (avaliação de resultados).

Porém, é comum ver o marco lógico sendo utilizado de maneira inadequada nessas organizações sociais, muitas vezes até a título de mero cumprimento de requisito para acesso a financiamento. Em livro que escrevi (Projetos sociais corporativos. Atlas, 2010), descrevo alguns casos sobre usos indevidos do marco lógico / teoria da mudança em projetos sociais – nos exemplos 2, 3, 5, 6 e 7 (capítulos 2 e 3). Já no Manual que desenvolvi para organizações sociais (Manual de planejamento e avaliação de projetos sociais. FDC/POS, 2014), apresento um passo a passo para ilustrar sobre como deve ser o uso do marco lógico (todo o capítulo 3).

A esse respeito, recomendo a leitura do post de James Noble (16 maio 2017), no blog da New Philanthropy Capital (NPC). De forma direta, o pesquisador chama a atenção para o papel valioso da teoria da mudança para guiar as organizações do terceiro setor que buscam impacto social. Noble alerta que é fundamental que essas organizações busquem melhorar a maneira como implementam as suas teorias da mudança. Para ele, as críticas que vêm sendo feitas recentemente às teorias da mudança estão relacionadas basicamente a erros de implementação da metodologia ou a mal-entendidos, e não à abordagem em si. Essa distinção deve estar bastante clara para todos que trabalham na área social, senão corre-se o sério risco “de jogar fora o bebê junto com a água do banho”.

No referido post, Noble  enumera essas críticas recentes que, a seu ver, são totalmente desprovidas de razão, e as rebate uma a uma.

  • É uma ferramenta complexa, cheia de jargões, uma atividade restrita a especialistas.
  • Para ter credibilidade, as organizações sociais só devem adotar teorias da mudança baseadas e testadas por pesquisa acadêmica.
  • Boas teorias da mudança tendem a ser lógicas, porém são teóricas e divorciadas do mundo real
  • Muitas vezes se confunde um objetivo de processo do projeto com um dos seus pressupostos (condição externa, fora do controle).
  • É uma ferramenta atinente aos gestores do projeto, e não aos usuários.
  • É uma ferramenta estática, que não estimula a melhoria contínua
  • É uma ferramenta voltada para uma hipótese teórica, que coloca as cabeças das pessoas nas nuvens, e as impede de terem uma visão prática dos fatos.
  • As pessoas tendem a achar que o marco lógico (ou teórico) é um fim e não um meio, e não se preocupam com a coleta consistente dos dados e evidências.

Vale a pena a leitura do post de Noble  para conhecer a sua argumentação contra cada uma das críticas acima. Certamente vai iluminar os pontos onde precisamos melhorar para fortalecer o uso do marco lógico nos projetos sociais das organizações do terceiro setor no Brasil.  Para facilitar aos interessados,  traduzi o post na sua íntegra.

Para finalizar, deixo o meu alerta: ir contra a utilização displicente e incorreta do marco lógico nas organizações sociais não significa ir para o extremo oposto e defender a exigência do rigor científico para as avaliações. Sobretudo em se tratando do terceiro setor, em que há uma grande diversidade de organizações, o marco lógico a ser adotado deve se adequar aos objetivos, tamanho (recursos) e complexidade da iniciativa social em cada organização. Quer isso dizer que o marco lógico pode ser um instrumento simples, útil e confiável, sem necessariamente ser complexo e oneroso.